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“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.” (Chico Xavier)
Refletir sobre autovalorização, à luz da Doutrina Espírita, é recordar nossa verdadeira identidade: somos Espíritos imortais, criados por Deus para o progresso. Em uma sociedade que frequentemente mede o valor humano por realizações exteriores, posição social ou aparência, o Espiritismo nos convida a um olhar mais profundo e espiritual sobre nós mesmos.
Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec ensina que Deus criou todos os Espíritos “simples e ignorantes” (questão 115), concedendo-lhes iguais possibilidades de evolução. Não fomos criados perfeitos, mas perfectíveis. Essa verdade é essencial: nosso valor não depende do grau evolutivo em que nos encontramos. Somos filhos de Deus em processo de crescimento.
As dificuldades, limitações físicas, provas e expiações não diminuem a dignidade do Espírito. Conforme esclareceram os Espíritos a Kardec, Deus não impõe provas acima das forças de cada um (questão 258). A Justiça Divina é soberanamente justa e boa e nada ocorre sem finalidade educativa. Aquilo que hoje nos parece limitação pode representar, perante a Lei Divina, instrumento de elevação moral. O corpo é transitório; o Espírito é eterno.
Entretanto, sob forte influência de valores materialistas, é comum que a criatura humana passe a medir-se por critérios externos, desenvolvendo sentimentos de inferioridade ou desvalia. O Evangelho, porém, oferece parâmetros mais seguros, conforme nos ensinou Jesus em: “Amarás o Senhor teu Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:37–39). Amar o próximo “como a si mesmo” pressupõe reconhecer que também somos destinatários do amor divino.
A autovalorização espiritual não se confunde com orgulho ou vaidade, trata-se do reconhecimento humilde da própria condição de criatura de Deus. Também não significa acomodação diante das imperfeições, pois o Espiritismo nos convida à reforma íntima constante e ao esforço sincero de melhoria moral. Reconhecer as próprias falhas é necessário, contudo, a culpa que paralisa e desanima não contribui para o progresso.
Emmanuel orientou que não devemos assumir encargos superiores às nossas forças, mas igualmente não nos é lícito fugir ao dever que nos compete. O equilíbrio está no trabalho perseverante de transformação interior, sem autocomplacência e sem auto acusação destrutiva, uma vez que a mudança real é gradual e contínua.
André Luiz esclareceu que a mente é “o espelho da vida”, indicando que os pensamentos reiterados influenciam nossa sintonia espiritual, de modo que as ideias persistentes de desvalorização fragilizam a confiança e podem favorecer estados de desalento. A vigilância dos pensamentos, aliada à confiança na Providência Divina, constitui recurso valioso para a manutenção da harmonia interior.
É igualmente necessário compreender os limites da própria responsabilidade. Cada Espírito possui livre-arbítrio e responde por suas escolhas (O Livro dos Espíritos, questões 843 e 872) e, dessa forma, não nos cabe impor transformações aos outros, mas trabalhar pela própria melhoria. Agir com a consciência tranquila e estabelecer limites com serenidade e preservar a retidão de propósitos são atitudes compatíveis com a vivência do Evangelho.
O apóstolo Paulo ponderou: “Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Coríntios 3:16). Cuidar de si, moral e espiritualmente, é também respeitar a obra divina. Chico Xavier lembrava que ninguém caminha sem tropeçar, mas apenas permanece caído quem desiste de levantar, uma vez que a evolução é lenta, porém segura.
Autovalorizar-se, portanto, é reconhecer o próprio valor como filho de Deus, aceitar as próprias imperfeições como parte do processo evolutivo e empenhar-se, com perseverança, na reforma íntima. Não se trata de colocar-se acima dos outros, mas de compreender que todos estamos na mesma jornada de aperfeiçoamento.
A reforma íntima é uma construção diária e o erro não define o Espírito, pois a disciplina moral fortalece o caráter e amplia nossa capacidade de amar. Quem aprende a respeitar a si mesmo segundo as Leis Divinas encontra mais recursos para respeitar e amar o próximo.
Que possamos, à luz do Evangelho de Jesus, olhar para nós mesmos com mais confiança na Justiça e na Bondade de Deus, reconhecendo que já possuímos valor intrínseco como criaturas divinas, ao mesmo tempo em que seguimos comprometidos com o aprimoramento constante.
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Assistindo aos noticiários, o que mais observamos tem sido tristeza e tragédias. São guerras entre nações surgindo em diversas partes do mundo, feminicídios, mortes por pequenas desavenças, sejam elas políticas, religiosas ou mesmo por motivos banais. Muitas vezes, tudo isso acontece a um alto preço moral, fruto do orgulho, do egoísmo e da busca pelo poder.
Observamos também que muitas dessas ações parecem ser tomadas sem que as suas consequências sejam realmente consideradas, demonstrando um aparente sentimento de superioridade diante até mesmo das leis humanas. Isso naturalmente nos leva a uma reflexão: será que Deus não observa essas situações? Por que Ele permite que essas coisas aconteçam?
No livro Fonte Viva (cap. 15), encontramos um diálogo bastante interessante entre Jesus e Maria de Cusa, no qual o Mestre esclarece essa questão após a seguinte pergunta: Por que motivo Deus não impõe sua verdade e o seu amor aos tiranos da Terra? Por que não fulmina com um raio a miséria e a destruição, com as forças sinistras da guerra?
Jesus então responde:
“A sabedoria celeste não extermina as paixões, transforma-as. Aquele que semeou o mundo de cadáveres, às vezes, desperta para Deus apenas com uma lágrima. O Pai não impõe a reforma a seus filhos: esclarece-os no momento oportuno.”
Esse ensinamento nos mostra que todos possuímos o livre-arbítrio para agir conforme nossas escolhas. Contudo, devemos compreender que esse “esclarecimento no momento oportuno”, citado por Jesus, muitas vezes ocorre por meio das consequências naturais de nossos próprios atos.
No mesmo livro Fonte Viva (cap. 38), Emmanuel nos traz uma reflexão profunda:
“Se o homicida conhecesse de antemão o tributo de dor que a vida lhe cobrará no reajuste do seu destino, preferiria não ter braços para desferir qualquer golpe.”
Essa frase representa claramente a Lei Universal de Causa e Efeito, que rege nossos relacionamentos e experiências na vida. Essa lei, amplamente explicada por Allan Kardec em O Céu e o Inferno, tem como princípio o fato de que colhemos, nesta ou em futuras existências, as consequências de nossos atos, pensamentos e escolhas. Todo bem ou mal praticado gera naturalmente um retorno, criando, no caso do mal, a necessidade de reajuste e reparação.
Se realmente tivéssemos plena consciência das consequências espirituais de nossos atos, certamente pensaríamos muito mais antes de agir. Muitas vezes, o mal que praticamos retorna a nós em forma de experiências difíceis, necessárias ao nosso aprendizado e crescimento espiritual. Da mesma forma, o bem que fazemos também retorna, como nos lembra Emmanuel no livro Vinha de Luz (cap. 162):
“O bem que praticares em algum lugar é seu advogado em toda parte.”
Se analisarmos profundamente, muitas das situações de violência, guerras e conflitos poderiam ser evitadas se conseguíssemos vencer o orgulho, o egoísmo e a vaidade que ainda carregamos. No entanto, muitas vezes permitimos que essas situações aconteçam para satisfazer interesses imediatos, sem refletirmos sobre as consequências invisíveis que estamos criando para nós mesmos.
É importante compreendermos que a Lei de Causa e Efeito não representa um castigo divino, mas sim um mecanismo de educação espiritual. Muitas vezes, é através das dificuldades que despertamos da inércia moral e passamos a compreender melhor as Leis de Deus. Trata-se de um processo natural de amadurecimento da consciência.
Por isso, devemos sempre confiar na justiça e na sabedoria divina. Se aparentemente Deus não age de forma imediata, podemos ter a certeza de que Suas leis estão sempre em pleno funcionamento. E, se estamos passando por momentos difíceis, devemos lembrar que podem ser oportunidades de aprendizado e reajuste, pedindo de nós resiliência, fé e confiança.
Como bem nos lembra Emmanuel, no capítulo 89 do livro Fonte Viva:
“Lembremo-nos de que, por vezes, perdemos a casa terrestre a fim de aprendermos o caminho da casa celeste; em muitas ocasiões, somos afastados dos laços humanos agradáveis para que possamos retornar aos vínculos divinos; há épocas em que as feridas do corpo são chamadas a curar as chagas da alma e situações em que a paralisia ensina a preciosidade do movimento.”
Diante disso, cabe a cada um de nós uma reflexão sincera:
Se conhecêssemos verdadeiramente o preço espiritual de cada pensamento, de cada palavra e de cada atitude, quantas escolhas faríamos de forma diferente?
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Para este mês de abril/26 incluímos como sugestão de leitura, uma obra chamada A Medicina Mediúnica do Futuro do autor Paulo Cesar Fructuoso publicada pela Editora FREI LUIZ.
Nessa obra o autor compila décadas de pesquisas e observações sobre cirurgias mediúnicas no Centro Espírita Lar de Frei Luiz e apresenta hipóteses sobre o que poderá vir a ser a Medicina, quando exercida por médicos possuidores de capacidades mediúnicas para o exercício das diversas atividades nas futuras escolas médicas, associada à tecnologia em evolução nos dias atuais.
Conforme escreve o Dr José Carlos de Lucca no Prefácio “…o médico do futuro não se guiará apenas pelos exames clínicos, laboratoriais e pelos cada vez mais sofisticados exames por imagens. O médico do futuro usará de seus poderes extra sensoriais para, ele mesmo, enxergar a alma enferma do paciente, sendo capaz de ir além dos limites da tomografia e da ressonância magnética para visualizar a deficiência energética das células, aindas não detectada pela aparelhagem terrena.”…
Paulo Cesar Fructuoso conheceu de perto essa Medicina do futuro, e o livro narra diversos casos interessantes de como os médicos espirituais tratam os pacientes com olhos mais dilatados.
É um livro maravilhoso que traz uma explicação profunda do fluido de ectoplasma e como ele é utilizado em “enxertos ectoplasmáticos”, com novas células sadias, cujas próteses moldadas e materializadas são imantadas à mesma frequência do campo magnético do indivíduo encarnado, de acordo com o seu “modelo organizador biológico” ou perispírito, solidificando progressivamente e se formando um novo tecido sadio.
Vale a pena a leitura, podendo ser estudado no Evangelho do Lar e na Casa Espírita, principalmente nas atividades de guia médica e atendimento fraterno.
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A Diretoria do Centro Espírita Luz da Humanidade convida a todos que ainda não se filiaram ao quadro associativo, para participarem dessa campanha, unindo esforços para a manutenção da Casa.
Isso permite que todos aqueles que venham buscar atendimento, continuem a receber o “conforto” físico e espiritual que a Casa oferece, e num futuro possam fazer parte também da nossa equipe de trabalho.
O sócio contribuinte tem acesso às obras espíritas do acervo de livros da nossa biblioteca, constituído de romances, livros de estudo e o próprio Pentateuco de Allan Kardec. Pesquise pelo site nossa lista e escolha qual mais lhe interesse para leitura.
Para se associar você pode clicar aqui para preencher a ficha online ou converse com o voluntário da recepção de qualquer de nossos trabalhos, preenchendo a ficha com seus dados e fazendo sua contribuição mensal do valor que lhe for conveniente, tendo acesso também ao nosso grupo do whatsapp.
O Centro Espírita Luz da Humanidade agradece sua valiosa contribuição e lhe deseja um abraço fraterno.
Este boletim é uma publicação mensal do Centro Espírita Casa Luz da Humanidade que visa oferecer aos colaboradores, frequentadores e participantes através de leitura ou por áudio informações interessantes na forma de artigos à luz da Doutrina Espírita.
EXPEDIENTE:
Centro Espírita Casa Luz da Humanidade
Av. Dr. Arlindo Joaquim de Lemos, 864
Vila Lemos, Campinas – SP
Direção: Daniel Grippa e José Ricardo Oppermann.
Colaboraram nesta edição: Floriano Farina, Miriam Maino Farina, Ivan Farina, Felipe Farina e Aline Naino P. Marconato
Mais informações pelo email
dfg@dfgempresarial.com.br
www.casaluzdahumanidade.com.br
Os artigos, aqui publicados, poderão ser reproduzidos parcial ou integralmente desde que citada a fonte. As imagens e fotos não devem ser copias podendo estar protegidas por direitos autorais e/ou de imagem.
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(Matheus cap 13: 1-9, 18-23)
Um semeador, como fazia todos os dias, saiu de casa e se dirigiu ao seu campo para nele semear os grãos de trigo que possuía, honrando a Deus com seu trabalho honesto.
Começou a semeadura. Enquanto lançava as sementes ao campo, algumas caíram no caminho, na pequena estrada que ficava no meio da seara. Você sabe que os passarinhos costumam acompanhar os semeadores ao campo, para comer as sementes que caem ao chão? Pois, isso aconteceu à beira da estrada, e os passarinhos, rápidos, desceram e os comeram.
O semeador, porém, continuou semeando. Outras sementes caíram num lugar pedregoso. Havia ali muitas pedras e pouca terra. As sementes nasceram logo naquele solo, que não era profundo. O trigo cresceu depressa, mas, vindo o sol forte, foi queimado; e como suas raízes não cresceram por causa das pedras, murchou e morreu.
Outros grãos caíram num pedaço do campo onde havia muitos espinheiros. Quando o trigo cresceu, foi sufocado pelos espinhos e também morreu.
Uma última parte das sementes caiu numa terra boa e preparada, longe dos pedregulhos e das sarças. E o trigo ali semeado deu uma colheita farta. Cada grão produziu outros cem, outros sessenta ou outros trinta…
O próprio Jesus explicou a Seus discípulos a Parábola do Semeador.
As nossas almas, filhinho, são comparáveis aos quatro terrenos da história: “o terreno do caminho”, “o solo cheio de pedras”, “a terra cheia de espinheiros” e “o terreno lavrado e bom”.
Jesus é o Divino Semeador. A semente é a Sua Palavra de bondade e de sabedoria. E os diversos terrenos são os nossos corações, os nossos espíritos, onde Ele semeia Seus ensinamentos, cheio de bondade para conosco.
E como procedemos para com Jesus? Como respondemos à Sua bondade? O modo como damos resposta ao amor cuidadoso do Divino Mestre é que nos classifica espiritualmente, isto é, mostra que espécie de terreno existe em nossa alma. Cada coração humano é uma espécie de terra, um dos quatro solos da parábola.
Vejamos, então, filhinho:
Quando alguém ouve a palavra do Evangelho e não procura compreendê-la, nem lhe dá valor… Um exemplo desse terreno é a criança que não presta atenção às aulas de Evangelho, ficando distraída durante as explicações. Ou ainda, a criança que não gosta de ler os livrinhos que ensinam o caminho de Jesus…
E o segundo terreno, o pedregoso?
Esse terreno é a imagem da pessoa que recebe os ensinamentos de Jesus com muita alegria. São exemplos as pessoas entusiasmadas com o serviço cristão, ou as crianças animadas nas escolas de Evangelho, mas cuja animação dura pouco. Quando surgem as zombarias, as perseguições ou os sofrimentos, a alma, que é inconstante, abandona o caminho do Evangelho….
O terceiro solo é a “terra cheia de espinheiros”. É o caso das pessoas que recebem a palavra do Evangelho, mas, depois abandonam o caminho cristão por causa das grandezas falsas do mundo e da sedução das riquezas…São crianças que conheceram, às vezes, desde pequeninas, os ensinos de Jesus, mas, depois de crescidas, preferiram os maus companheiros, as crianças sem Deus, e passaram a interessar-se somente pelos problemas de dinheiro ou de modas, pelos ídolos do cinema ou do futebol. Não querem mais nem Jesus, nem lições de Evangelho….
O quarto terreno, “a terra lavrada e boa”, é o símbolo do coração que escuta o Evangelho, procurando compreendê-lo e praticá-lo na vida. O coração dessa criança deseja conhecer sempre mais e melhor os ensinos cristãos. E se esforça sinceramente para fazer a Vontade Divina: amar e perdoar, crer e ajudar, aprender e servir.
Filhinho, aí está a Parábola do Semeador. Medite nela. Que você, guardando a humildade de coração, será o bom terreno, que recebe os grãos de luz do Divino Semeador e dá muitos frutos de sabedoria e bondade.
Fonte: Livro Histórias que Jesus Contou
Autor: Clóvis Tavares
Editora: LAKE Livraria Allan Kardec Editora
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A dica de leitura infanto-juvenil do boletim de abril/26 é o livro Alice no país das famílias do autor Adeilson Salles e ilustrações de L. Bandeira da Letra mais editora.
Nesta obra, o autor traz a história de Alice, uma garotinha órfã que vive em um orfanato há espera de uma família que queira adotalá.
Todas as tarde, ela ficava no grande jardim do orfanato, sempre olhando para o grande portão e pensando: Será que hoje vai aparecer alguém para me adotar?
E os dias passavam e nada e, às escondidas, como a maioria dos órfãos, Alice chorava, desejando ter uma família.
Nesse momento, o autor inclui um coelho usando colete, com um enorme relógio de bolso e uma menina correndo atrás dele, fazendo uma alusão a história de Alice no país das maravilha, transformando o enredo numa grande emoção, pois a história de Alice do autor Adeilson, inicia uma grande jornada para no final encontrar uma família.
O livro é todo colorido e ilustrado e com letras grandes que ajudam a atrair atenção para a história que vale a pena estudar no Evangelho do Lar e também nas aulas de Evangelização do Centro, ensinando aos jovens a olhar para as crianças desprovidas de família, com olhar de compaixão e fraternidade, sabendo que sempre existe um amanhã e que Deus não esquece de nenhum dos seus filhos.
Ótima leitura!