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A frase descrita por Emmanuel no capítulo 130 do livro Fonte Viva — “Ninguém é tão pobre que não possa dar de si” — representa, de maneira simples e profunda, a essência do Evangelho ensinado por Jesus.
Durante toda a sua passagem pela Terra, o Mestre exemplificou o amor, a humildade e a necessidade do serviço ao próximo. Contudo, ainda hoje, mais de dois mil anos após sua vinda, temos grande dificuldade em vivenciar esses ensinamentos, muitas vezes devido ao orgulho, aos preconceitos e à nossa própria imaturidade espiritual.
Quando analisamos esta questão sob a ótica material, “dar de si” pode, para muitos, parecer uma posição de submissão, fraqueza ou insegurança, como se ajudar o próximo significasse permitir que os outros se aproveitassem de nós.
No entanto, quando compreendemos o sentido espiritual dessas palavras, percebemos justamente o contrário: doar-se é uma demonstração de maturidade moral e crescimento interior.
Como esclarece Emmanuel no capítulo 71 do livro Fonte Viva:
“O próximo é nossa ponte de ligação com Deus.”
Quando entendemos que servir ao próximo nos aproxima da nossa evolução espiritual e, consequentemente, de Deus, começamos então a compreender melhor uma das mais conhecidas lições de Jesus:
“Os últimos serão os primeiros.”
O próprio Cristo exemplificou esse ensinamento em diversos momentos de sua jornada, especialmente durante a última ceia, quando lavou os pés dos discípulos.
Segundo Humberto de Campos, na obra Boa Nova, os discípulos ainda estavam profundamente impressionados com a forma gloriosa como Jesus havia sido recebido em Jerusalém. Na simplicidade de seu entendimento, acreditavam que aquele poderia ser o início da implantação do Reino de Deus na Terra por meio do poder humano e da força política.
Ainda não compreendiam que o Reino anunciado por Jesus não seria construído pela espada, mas pelo amor e pela transformação moral.
E é interessante perceber que, ainda hoje, muitas vezes continuamos cometendo o mesmo equívoco. Admiramos excessivamente aqueles que se destacam materialmente os ricos, os famosos, os poderosos, os intelectualmente brilhantes e acabamos dando muito mais valor a essas conquistas do que à humildade, à caridade e à capacidade de servir, que são os verdadeiros valores espirituais.
Doar-se ao próximo, porém, independe de recursos materiais.
Não é preciso ser rico para ajudar alguém.
Não é preciso possuir grande conhecimento para ensinar.
Muitas vezes, basta oferecer tempo, atenção, escuta ou acolhimento.
Para isso, porém, é necessário renunciar um pouco de si, como nos recorda Emmanuel no capítulo 82 de Fonte Viva:
“A criatura que serve pelo prazer de ser útil progride sempre e encontra mil recursos dentro de si mesma na solução de todos os problemas.”
E complementa:
“Se há mais alegria em dar que em receber, há mais felicidade em servir do que em ser servido.”
Existem inúmeras maneiras de nos doarmos aos outros. Ouvir o desabafo de um amigo, ajudar um idoso a atravessar a rua, cuidar por alguns minutos da criança de uma mãe cansada, oferecer uma palavra de incentivo ou simplesmente estar presente em um momento difícil. São atitudes aparentemente simples, mas que podem transformar profundamente o dia e até a vida de alguém.
Entretanto, na correria da vida moderna e nas preocupações da rotina, quase sempre estamos mais preocupados em receber ajuda do que em oferecê-la. Muitas vezes, permanecemos tão voltados para nossos próprios problemas que deixamos de perceber as necessidades daqueles que caminham ao nosso lado.
Por isso, especialmente nós, espíritas, que compreendemos a continuidade da vida e a importância do serviço ao próximo como instrumento de evolução espiritual, devemos recordar constantemente o ensinamento de Emmanuel no capítulo 24 do livro Caminho, Verdade e Vida:
“Faz-se necessário trabalhemos, afanosamente, por eliminar a ferrugem que nos atacou as tesouras do espírito. Para isto, é indispensável compreendermos no Evangelho a história da renúncia perfeita e do perdão sem obstáculos, a fim de que estejamos caminhando, verdadeiramente, ao encontro do Cristo.”
Talvez nunca nos faltem oportunidades de servir.
Às vezes, aquilo que para nós parece pequeno pode representar muito para alguém.
Porque, diante das leis de Deus, ninguém é tão pobre que não possa oferecer um pouco de si.
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Trouxemos para o boletim de junho/26 um tema que encontra-se no cap.5- Evangelho Segundo o Espiritismo item 11- Esquecimento do Passado para refletirmos à luz da Doutrina Espírita. Kardec inclui este item junto com as reflexões sobre as causas atuais e anteriores das aflições, para ajudar a entendermos, que só conseguimos redimir os nossos pecados, esquecendo o que aconteceu anteriormente e iniciarmos novamente nossas vidas sem conflitos e discórdias.
E para detalharmos um pouco mais esse tema, trouxemos uma história que consta no livro escrito pelo filósofo Platão, intitulado A República e centrarmos a reflexão no capítulo 10 Mito de ER, a imortalidade da alma e a justiça após a morte, para verificarmos que não foi o Espiritismo que iniciou o entendimento do tema esquecimento do passado, e que no tempo de Sócrates e Platão 350 anos antes de Jesus Cristo já se falava da reencarnação e a imortalidade da alma.
Sabemos, que Platão foi um filósofo, matemático e um grande aluno de Sócrates e escreveu 36 livros e Sócrates foi um grande filósofo que desenvolveu sua base filosófica chamada Maiêutica (um método de diálogo que utilizava perguntas e resposta para levar o interlocutor a “dar à luz” suas próprias ideias e verdades) e ele tem uma frase muito característica no seu processo de ensinamento: Eu sei que nada sei.
O livro República foi escrito por volta de 375 a.C e a narrativa e reflexão são de Sócrates seu professor e tutor, que atuou como o personagem principal debatendo temas como justiça, população, a cidade ideal (Kallipolis) sendo dividido em capítulos.
No capítulo 10 critica a Poesia e o Mito de ER, referente a Imortalidade da Alma e a justiça após a morte.
Neste capítulo Sócrates narra o mito de um guerreiro chamado ER, um personagem lendário que viveu em uma época muito antiga que era filho de Armênio, um panfílio (originário da Panfília, uma antiga região na Ásia Menor). Ele morreu em combate e dez dias depois, quando os corpos em decomposição estavam sendo recolhidos, o corpo dele foi encontrado intacto e enquanto estava na pira funerária deitado sobre uma tábua pronto para ser queimado, ele reviveu e narrou o que viu no mundo dos mortos (Hades).
ER conta que a alma originária do mundo inteligível (espiritual) retorna ao mundo sensível (material) por meio de uma espécie de reencarnação e Ele regressou à vida após a sua morte porque foi escolhido pelos juízes da alma para contar aos vivos sobre o além.
Em seu relato ele diz que quando as almas se apresentam para uma nova vida aqui na Terra, uma espécie de divindade as coloca em ordem. Apresentado para as três entidades:
Essas 3 entidades são conhecidas como “As Moiras”, na cultura grega, consideradas as deusas do destino das pessoas.
E no final do livro, é explicado o fato de não nos lembrarmos de termos escolhido nossas vidas, porque antes de reencarnarmos, bebemos da água do Rio Léthe do Esquecimento.
Bem, o Espiritismo no sec XIX estuda o processo da desencarnação, reencarnação e do esquecimento do passado de uma forma mais real, mostrando que o fenômeno se dá a partir do desenlace da alma com o corpo material e o esquecimento do passado se dá para ajudar o ser humano a evoluir com mais facilidade, pois inicia novamente sua reencarnação sem os vícios adquiridos em vidas passadas e facilitando o convívio principalmente com pessoas que foram adversárias.
Na questão 392- Livro dos Espíritos- Por que o Espírito encarnado perde a lembrança do passado?
A Sabedoria Divina estabeleceu, que o homem não pode e nem deve saber de tudo. Sem o véu do esquecimento, que lhe encobre certas coisas, o homem ficaria ofuscado como aquele que passa sem transição da obscuridade para a luz.
Precisamos esquecer muitas coisas para que o processo de renovação se faça mais caridoso, pois, não teríamos estrutura emocional para recordar de muitos acontecimentos, e tais lembranças vivas colocariam a perder a valiosa chance da nova encarnação.
Se mesmo sem recordarmos com clareza, tal passado, já nos influencia e, por vezes, promove distúrbios de difícil tratamento, imaginemos ter recordações claras como a do dia anterior.
Esse tema nos leva a reconheçer, a Sabedoria de Deus ao nos bloquear as lembranças para vivermos vicissitudes que a vida nos reserva.
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Para este mês de junho/26 incluímos como sugestão de leitura, uma obra chamada SEMENTES da autora Ana Tereza Camasmie da editora InterVidas.
O livro traz mensagens de otimismo para o dia a dia, onde apresenta sementes preciosas, únicas, cada uma abordando um importante tema com maestria.
Sementes para caminhada, sementes para a alma, sementes para a vida.
Ela incentiva a mexer na terra dos nossos corações e retirar o que não serve mais, oxigenar o terreno com esperança, depositar nele as sementes boas e, por fim cuidar!
A autora traz o resultado de vinte anos de estudos e pesquisas demonstrando que somos portadores de intenso senso de direção e sentido e apontando caminhos para ativar esses potenciais em momento oportuno.
O livro nos auxilia a tomar decisões e mudar o rumo quando os desafios aparecem, mas acima de tudo para agirmos com antecedência e nos prepararmos para as turbulências de nossa vida pessoal, social e corporativa.
Vale a pena a leitura…
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A Diretoria do Centro Espírita Luz da Humanidade convida a todos que ainda não se filiaram ao quadro associativo, para participarem dessa campanha, unindo esforços para a manutenção da Casa.
Isso permite que todos aqueles que venham buscar atendimento, continuem a receber o “conforto” físico e espiritual que a Casa oferece, e num futuro possam fazer parte também da nossa equipe de trabalho.
O sócio contribuinte tem acesso às obras espíritas do acervo de livros da nossa biblioteca, constituído de romances, livros de estudo e o próprio Pentateuco de Allan Kardec. Pesquise pelo site nossa lista e escolha qual mais lhe interesse para leitura.
Para se associar você pode clicar aqui para preencher a ficha online ou converse com o voluntário da recepção de qualquer de nossos trabalhos, preenchendo a ficha com seus dados e fazendo sua contribuição mensal do valor que lhe for conveniente, tendo acesso também ao nosso grupo do whatsapp.
O Centro Espírita Luz da Humanidade agradece sua valiosa contribuição e lhe deseja um abraço fraterno.
Este boletim é uma publicação mensal do Centro Espírita Casa Luz da Humanidade que visa oferecer aos colaboradores, frequentadores e participantes através de leitura ou por áudio informações interessantes na forma de artigos à luz da Doutrina Espírita.
EXPEDIENTE:
Centro Espírita Casa Luz da Humanidade
Av. Dr. Arlindo Joaquim de Lemos, 864
Vila Lemos, Campinas – SP
Direção: Daniel Grippa e José Ricardo Oppermann.
Colaboraram nesta edição: Floriano Farina, Miriam Maino Farina, Ivan Farina e Felipe Farina
Mais informações pelo email
dfg@dfgempresarial.com.br
www.casaluzdahumanidade.com.br
Os artigos, aqui publicados, poderão ser reproduzidos parcial ou integralmente desde que citada a fonte. As imagens e fotos não devem ser copias podendo estar protegidas por direitos autorais e/ou de imagem.
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Alguém tinha uma figueira plantada em sua vinha, e ao vir procurar fruto nela, não encontrou.
Disse ao vinhateiro: Há três anos venho procurando fruto nesta figueira e não encontro.
Corta-a! Por que ainda ocupa inútilmente a terra?
Em resposta, ele lhe disse: Senhor, deixai-a ainda este ano, até que eu cave ao redor dela e jogue adubo.
Se vier a produzir fruto, ficará, caso contrário a cortarás.
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Na visão espírita, a parábola da figueira infrutífera (ou estéril), relatada em Lucas 13:6-9, simboliza a necessidade urgente de produzir “frutos de boas obras” na jornada evolutiva.
Ela representa a misericórdia divina que concede novas chances (reencarnação) para o progresso moral, mas alerta que a esterilidade espiritual não pode ser eterna.
A Figueira: representa cada indivíduo ou a humanidade, que recebeu recursos da vida (tempo, conhecimento, oportunidades) e deve produzir frutos espirituais.
O Proprietário da Vinha: Simboliza a lei de Progresso ou Deus, que busca frutos (ações positivas).
O Vinhateiro (Jesus/Mentores): representa a intercessão amorosa que pede mais tempo para o aprendizado e melhoria do indivíduo.
O Prazo (Mais um ano): indica a paciência divina e a oportunidade de reencarnar e evoluir, mas ressalta que o tempo é precioso e deve ser bem aproveitado.
A Falta de Frutos: Na parábola destaca que apenas aparentar bondade (folhas) não é suficiente;
É preciso ter ações práticas e transformações morais reais.
Fonte: Artur Valadares NEPE – Paulo de Tarso
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A dica de leitura infanto-juvenil do boletim de junho/26 é o livro A Missão das Ovelhinhas da autora Ana Alice Volk da editora ide.
Nesta obra, a autora narra a história que acontece em um pequeno sitio onde, viviam vários animais: um cavalo, um burro, uma vaca, um galo e algumas galinhas. Havia também um carneiro, uma ovelha, seu filhote…
Esta é a história de como os animais aprenderam uma lição muito valiosa na vida, “a de que todos somos úteis”.
O livro se destina a pais, educadores e todos aqueles que se preocupam com a educação da criança e sua preparação para os desafios do porvir.
A história inicia quando o carneirinho queria ser útil, levando a entender que tudo na natureza foi criado por Deus e que não existe nada no mundo que não tenha o seu valor.
A autora sutilmente, combate o orgulho de se julgar “o mais importante” e, ao mesmo tempo, previne contra o egoísmo, pois demonstra que todos dependemos uns dos outros.
A linguagem é apropriada à compreensão infantil e permite que ele seja lido não apenas pelos adultos, que transmitirão depois seu conteúdo para os pequeninos, como também pelas próprias crianças que tenham chegado à idade de discernir aquilo que leem.
Adequada à melhor forma de evangelização da criança, que é aquela que procura ilustrar os ensinos por meio de histórias extraídas de exemplos vivos colhidos no cotidiano.
O livro é muito colorido e atrai a atenção para a história que vale a pena estudar no Evangelho do Lar e também nas aulas de Evangelização do Centro.
Ótima leitura!