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Já perceberam como algumas coisas que para nós parecem pequenas, para outras pessoas são enormes?
Discussões que parecem sem sentido, conversas que não te agradam, preocupações que para você parecem nada. Para o outro pode ser o fim do mundo.
Isso acontece porque cada pessoa enxerga a vida através das próprias experiências. Cada pessoa que encontramos carrega uma história que desconhecemos. Possui sentimentos, sonhos, desafios e experiências que a fizeram enxergar o mundo de determinada maneira.
E, para nós espíritas, essa história vai além desta existência terrestre. Somos espíritos imortais. Trazemos experiências acumuladas ao longo de muitas encarnações, que influenciam em nossas tendências, nossa forma de pensar, sentir e agir.
Quem já viajou para a praia em um feriado prolongado já acompanhou esse drama. Como ficam as estradas cheias para chegar até lá? Um trânsito enorme. Carros à frente, atrás, dos lados. Parece que não acaba nunca aquela circulação de veículos.
Quantas pessoas existem no mundo?? Dentro de cada carro existe uma pessoa ou uma família. E cada uma dessas pessoas possui suas próprias preocupações, naquele momento temos uma preocupação em comum de chegar até a praia, mas cada uma delas tem suas experiências de vida, seus talentos, vontades e sonhos.
Quantas histórias diferentes estão passando por nós naquele momento?
Às vezes ficamos tão acostumados com nossa própria maneira de enxergar as coisas que começamos a acreditar que ela é a maneira correta.
Mas será que é assim mesmo? Será que Deus criou bilhões de espíritos para que todos pensassem exatamente de uma só maneira? Ou será que cada um faz seu próprio caminho para a evolução? E a perfeição não é apenas uma maneira de agir, assim como robô.
A história dos cegos e o elefante
Conta-se uma antiga tradição oriental que um grupo de homens cegos ouviu falar sobre um animal chamado elefante. Como nunca tinham visto um, ficaram curiosos para descobrir como ele era.
Um dia tiveram a oportunidade de tocá-lo.
0 primeiro homem apalpou a tromba do elefante e concluiu:
-Ah, já entendi! 0 elefante é como uma grande cobra.
O segundo segurou uma das pernas e discordou imediatamente:
Não! Você está enganado. 0 elefante é como uma coluna grossa e firme.
O terceiro tocou a orelha e afirmou:
-Vocês dois estão errados. O elefante é como um grande leque.
O quarto encostou na lateral do animal e disse:
Não. 0 elefante é como uma parede. Outro segurou a cauda:
-Vocês não sabem do que estão falando. O elefante é como uma corda.
E assim começou uma discussão. Cada um tinha certeza absoluta de que estava certo. Cada um acreditava possuir a verdade. Mas cada um havia experimentado apenas uma parte da realidade.
Então cada um tem uma visão de mundo. As experiências da vida fizeram você enxergar o mundo da maneira que vê. Mas não quer dizer que o outro esteja errado.
Conviver com as diferenças nos fazem crescer, e quando entendemos isso, começamos a perceber que as diferenças não são um acidente.
Elas fazem parte do plano divino. Imaginem se todos fossem exatamente iguais: Pensassem igual. Agissem igual. Gostassem das mesmas coisas. Tivessem as mesmas habilidades? O que aprenderiamos uns com os outros?
É justamente a convivência com pessoas diferentes que nos obriga a desenvolver paciência, tolerância e respeito.
Pois, quando alguém pensa diferente ou toma uma decisão que não tomaríamos, aquilo mexe com a gente. Pensamos: “Nossa, se eu estivesse no lugar dele, faria diferente.” Mas será que faríamos mesmo?
E as pessoas que parecem ter sido feitas para testar nossa paciência? Será que elas também não são instrumentos de aprendizado?
Porque é fácil ser paciente com quem concorda conosco. Difícil é ser paciente com quem pensa diferente.
Como dito por Kardec: A caridade que consiste em dar esmola aos pobres é a mais fácil de todas. Há outra muito mais penosa e, consequentemente, muito mais meritória: quando perdoamos quem Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e nos colocarem a paciência em prova.
Então, vamos tentar trabalhar essa mentalidade em nós, trocando o julgamento pela curiosidade de antes de pensar: “Como essa pessoa consegue agir assim?”
Pergunte: “O que essa pessoa viveu para enxergar a vida dessa forma?” O julgamento fecha portas. A curiosidade abre.
Lembrar que também estamos aprendendo e estamos enxergando hoje erros que cometemos há dez anos e daqui a dez anos, provavelmente veremos erros que hoje ainda não percebemos.
A humildade nasce quando reconhecemos que também estamos em construção e separar a pessoa do comportamento é uma virtude que ainda estamos aprendendo a realizar, pois Jesus nunca aprovava o erro. Mas também nunca reduzia uma pessoa ao erro que ela cometia.
É diferente dizer: “Ele é ruim.” do que dizer: “Ele tomou uma atitude ruim.”
Uma atitude pode estar errada. Mas um espírito nunca deixa de ser um filho de Deus. Perguntar: “E se fosse eu?” Quando alguém agir de uma forma que você não compreende, faça um exercício:
E se eu tivesse recebido a mesma educação?
E se eu tivesse vivido as mesmas experiências?
E se eu estivesse enfrentando as mesmas provas?
Será que eu faria diferente? Essa reflexão gera empatia.
Lembrar que Deus tem mais paciência do que nós e conhece nossas imperfeições muito melhor do que nós mesmos e continua nos oferecendo novas oportunidades.
Se Deus é paciente conosco, porque somos tão impacientes uns com os outros? O outro não é igual a mim. E talvez nunca seja. Mas isso não é um problema. Isso faz parte da sabedoria divina.
Cada espírito possui sua própria história, seu próprio ritmo e seus próprios aprendizados.
Talvez o outro não veja o mundo como eu vejo porque não percorreu o mesmo caminho que eu percorri.
Mas eu também não percorri o caminho que ele percorreu. Por isso, antes de julgar, procuremos compreender.
Antes de exigir que o outro seja como nós, procuremos enxergar nele um irmão de caminhada.
Que Jesus nos ajude a substituir o julgamento pela compreensão, a intolerância pela fraternidade e a certeza de que estamos certos pela humildade de quem continua aprendendo.
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O mês de setembro é dedicado à prevenção da vida, como um ato de amor e cuidado diário. Falar sobre o que sentimos, ouvir sem julgar e estar presente para quem amamos transforma a dor em esperança, para que cheguem ao ponto de felicidade através de seus sonhos que a vida reserva.
Muitas vezes, a pessoa busca alternativa rápida para interromper um sofrimento que parece incontrolável, como uma fuga para a situação da qual vive e não consegue enxergar uma saída.
Ocorre que, a procura parece difícil e que as portas estão fechadas. Porém, com o conhecimento que a Doutrina Espírita desperta na mente, através das mensagens consoladoras contidas nos livros oferecidos, pode modificar o futuro, mostrando que não está sozinho nessa caminhada de progresso e de luz que a vida na Terra representa.
Vejamos o que consta no livro Falando à Terra, psicografado por Chico Xavier, no texto relatado pela irmã Silvia Serafim, intitulado “Remorso”.
Seu relato nos apresenta uma série de aprendizados que podem e devem servir de reflexão para todos aqueles que, de alguma forma, passam por pensamentos semelhantes.
O próprio título já é um alerta: “Remorso”. Silvia percebeu, pela própria experiência, que sua atitude não havia aliviado seu sofrimento; ao contrário, a realidade espiritual apresentada em seu relato demonstrou que a dor não havia desaparecido. Além disso, ela apresentou diversos ensinamentos bastante comoventes sobre o momento em que se percebeu viva após o ato.
O livro é bastante interessante, pois traz, ao final, uma pequena biografia de cada um dos autores que ditaram suas mensagens ao médium e no caso de Silvia Serafim, ela é apresentada como escritora e jornalista, respeitada por seus elevados dotes intelectuais, autora de obras marcadas pela leveza, pelo sentimentalismo e pela emoção. Colaborou com diversos jornais do Rio de Janeiro e de São Paulo, mas, ao final de sua vida, diante de sofrimentos físicos e morais, reduziu sua existência de forma voluntária.
Sua breve biografia já nos chama a atenção, pois, à primeira vista, possuía tudo aquilo que muitos consideram sinônimo de felicidade: reconhecimento profissional, inteligência e sucesso. Entretanto, aprendemos com sua própria história que as dores da alma nem sempre são percebidas por aqueles que estão ao nosso redor. Há sofrimentos silenciosos que não aparecem no sorriso, na profissão ou na condição financeira.
Ela apresenta o amparo de Deus através dos benfeitores espirituais, em todos os momentos, fortalecendo a importância da fé e da religião como fontes de consolação e esperança.
E sintetiza: “A fé não dispensa o auxílio daqueles que podem nos ajudar”. Pelo contrário, reconhecer que precisamos de apoio também é uma demonstração de humildade e amor pela própria vida.
Como nos lembra Emmanuel, no livro Fonte Viva, capítulo 41:
“Mantenhamos pois a consoladora certeza de que toda a tempestade é seguida pela atmosfera tranquila e que não existe noite sem alvorecer.”
E, no capítulo 86 da mesma obra:
“A vida, pouco a pouco, plasma em torno dos teus passos aquilo que desejas.”
É com essa certeza que devemos seguir nosso caminho. Não significa ignorar as dificuldades ou fingir que a dor não existe, mas compreender que mesmo os períodos mais difíceis podem ser atravessados quando buscamos auxílio e permitimos que outras pessoas compartilhem conosco o peso que carregamos.
A Doutrina Espírita nos ensina que a vida é uma oportunidade de aprendizado e evolução. Enquanto estamos aqui, ainda existem possibilidades de mudança, reparação, aprendizado, reencontro e recomeço.
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Para este mês de setembro/26 incluímos como sugestão de leitura, uma obra chamada Evangelizando BEBÊS para evangelizadores, pais e dirigentes, da autora Cíntia Vieira Soares, publicada pela FEEGO- Federação Espírita do Estado de Goiás.
A autora é professora de música, mestre em educação, evangelizadora e escritora com significativa atuação em evangelização e educação musical, atuando com bebês, dentro e fora do Movimento Espírita.
É uma obra riquíssima de informações e estimulou uma série de projetos e eventos no Brasil e exterior incentivando a reflexão sobre a proposta de se evangelizar bebês, bem como a estruturação de atividades voltadas para esta faixa etária nos Centros Espíritas, conforme consta na introdução do livro.
Mas o que os bebês fazem nas aulinhas de evangelização? Ficam quietinhos no momento da prece?
A autora responde que perguntas e comentários como esses são bem comuns. Quando, porém, se veem bebês com alguns meses de idade, na salinha de evangelização, percebe-se, claramente, o quanto gostam das atividades e se divertem.
O ambiente espiritual saturado pelas histórias de Jesus, músicas doutrinárias e leituras edificantes alcança e envolve por completo o espírito milenar ali presente, impregnando em seu perispírito o amor do Cristo, paternidade amorosa e justa de Deus, despertando os sentimentos e os valores eternos do bem.
Enquanto novas pesquisas desvendam o fascinante desenvolvimento da capacidade dos bebês de recordar informações e sensações, a doutrina espírita, há tempos, explica o fenômeno das recordações e lembranças de espíritos recém-encarnados em nosso mundo.
É uma leitura muito interessante para ser lida e estudada no lar e na Casa Espírita.
Vale a pena a leitura…
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A Diretoria do Centro Espírita Luz da Humanidade convida a todos que ainda não se filiaram ao quadro associativo, para participarem dessa campanha, unindo esforços para a manutenção da Casa.
Isso permite que todos aqueles que venham buscar atendimento, continuem a receber o “conforto” físico e espiritual que a Casa oferece, e num futuro possam fazer parte também da nossa equipe de trabalho.
O sócio contribuinte tem acesso às obras espíritas do acervo de livros da nossa biblioteca, constituído de romances, livros de estudo e o próprio Pentateuco de Allan Kardec. Pesquise pelo site nossa lista e escolha qual mais lhe interesse para leitura.
Para se associar você pode clicar aqui para preencher a ficha online ou converse com o voluntário da recepção de qualquer de nossos trabalhos, preenchendo a ficha com seus dados e fazendo sua contribuição mensal do valor que lhe for conveniente, tendo acesso também ao nosso grupo do whatsapp.
O Centro Espírita Luz da Humanidade agradece sua valiosa contribuição e lhe deseja um abraço fraterno.
Este boletim é uma publicação mensal do Centro Espírita Casa Luz da Humanidade que visa oferecer aos colaboradores, frequentadores e participantes através de leitura ou por áudio informações interessantes na forma de artigos à luz da Doutrina Espírita.
EXPEDIENTE:
Centro Espírita Casa Luz da Humanidade
Av. Dr. Arlindo Joaquim de Lemos, 864
Vila Lemos, Campinas – SP
Direção: Daniel Grippa e José Ricardo Oppermann.
Colaboraram nesta edição: Floriano Farina, Miriam Maino Farina, Ivan Farina e Felipe Farina.
Mais informações pelo email
dfg@dfgempresarial.com.br
www.casaluzdahumanidade.com.br
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A dica de leitura infanto-juvenil do boletim de setembro/26 é o livro O bom é BRINCAR de viver da autora Karina Picon e ilustrado por Rafael Sanches, publicado pela boa nova editora.
Nesta obra, a autora narra a proposta extraordinária de uma escola para as férias dos alunos naquele ano que correspondia a uma viagem cujo destino era surpresa.
Com brincadeiras ao ar livre, preparar as próprias refeições, gincanas e etc., mas com uma única condição:
De todos os participantes ficarem sem acesso a internet!!!
Como assim? sem internet?
As crianças deveriam interagir umas com as outras monitoradas por voluntários capacitados, com a disposição de poderem se conhecer melhor, porque quando estavam na sala de aula se prendiam às atividades lúdicas do dia a dia e não tinham a oportunidade de conversarem sobre seus gostos e prazeres, como crianças normais.
O objetivo era deixar a imaginação e criatividade das crianças fluírem normalmente de acordo com as suas habilidades naturais, adquiridas através dos ensinamentos dos pais ou por meio de descobertas de experiências vindas do seu saber, que poderiam compartilhar com seus amiguinhos.
Foi aí que Frederico, um dos alunos muito tímido que só apreciava a vida no mundo virtual, descobriu uma série de novidades, a respeito dele e dos amigos que é muito interessante conhecer e descobrir como essa trama acaba.
Esta história ajuda a apresentar uma lição muito valiosa na vida: a de que todos somos capazes de realizar sonhos e se destina também a pais, educadores e todos aqueles que se preocupam com a educação da criança e sua preparação para os desafios do porvir.
E procura ilustrar os ensinos por meio de histórias extraídas de exemplos vivos colhidos no cotidiano, em vez de simplesmente repetir teorias como na catequese tradicional.
O livro é muito colorido e ajuda a atrair atenção para a história que vale a pena estudar no Evangelho do Lar e também nas aulas de Evangelização do Centro.
Ótima leitura!