SEMENTES DE LUZ

A LIÇÃO DO EVANGELHO: INTERPRETAÇÃO OU VERDADE ABSOLUTA?

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Quantas vezes passamos pelos semáforos e encontramos pessoas de diversas linhas religiosas distribuindo folhetos sobre a interpretação do Apocalipse e anunciando a volta de Jesus e ficamos pensando:

Se Deus é único e Jesus veio exemplificar o amor divino, por que existem tantas interpretações diferentes de sua mensagem? E a que se deve a existência de tantas religiões?

Buscando compreender melhor essa questão, a uma interessante explicação de Emmanuel, no capítulo 14 do livro Fé e Vida:

“Pensemos no Evangelho como uma gota de orvalho. Se ela cair em terreno lamacento, será apenas mais uma poça de lama; entretanto, se cair sobre um diamante, refletirá todo o seu brilho.”

Quando Emmanuel fala da capacidade de cada homem, não está se referindo apenas à inteligência ou à condição moral do indivíduo, mas também à sua disposição em buscar o entendimento da lição recebida.

Essa busca é individual e depende do esforço empregado por cada um. Faz parte do processo evolutivo do espírito que, ao não se contentar apenas com os chamados “mistérios da fé”, procura respostas capazes de satisfazer sua razão e seu coração.

Talvez a existência de diferentes interpretações não signifique que Deus tenha enviado mensagens contraditórias à humanidade. Pode apenas revelar que cada espírito compreende a verdade de acordo com o grau de amadurecimento que já alcançou.

Afinal, mais importante do que a interpretação que fazemos da mensagem é o quanto conseguimos transformá-la em renovação para nós mesmos, pois, não basta apenas o arrependimento para garantir a salvação definitiva do indivíduo, uma vez que os erros cometidos anteriormente não poderiam ser atribuídos apenas à influência do mal.

Sem entrar no mérito dessa ou daquela crença, aprendemos com Emmanuel, no capítulo 50 de Fonte Viva, que:

“Ninguém progride sem renovar-se.”

Isso significa que não basta apenas reconhecer o erro. É necessário transformar-se e reparar, na medida do possível, as consequências de nossos atos e embora soframos inúmeras influências ao longo da vida, somos os responsáveis diretos por nossas escolhas, tanto para o bem quanto para o mal.

Por isso, somente pelo esforço próprio é que conseguimos superar nossas imperfeições e avançar em nossa caminhada, como esclarece Emmanuel no capítulo 67 de Fonte Viva:

“Só pela renovação íntima progride a alma no rumo da vida aperfeiçoada.”

Com essas reflexões, precisamos buscar a responsabilidade individual diante dos ensinamentos recebidos.

Emmanuel volta a nos esclarecer, no capítulo 133 de Vinha de Luz:

“O cristão sem reforma interna dispõe apenas dos planos do serviço. O discípulo sincero, porém, é o trabalhador devotado que atinge a luz do Senhor, não em benefício de Jesus somente, mas em seu próprio benefício.”

Talvez a grande verdade universal do Evangelho não esteja nas diferentes interpretações que construímos ao longo dos séculos, mas na transformação moral que seus ensinamentos são capazes de produzir em nossas vidas.

tema do mês

orgulho e humildade: caminhos de crescimento interior

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A caminhada espiritual é um convite permanente ao autoconhecimento. Em meio às experiências da vida, somos chamados a observar com sinceridade as disposições íntimas que orientam nossas atitudes. Entre elas, o orgulho e a humildade ocupam lugar central no processo de crescimento moral.

Jesus nos oferece direção segura quando proclama: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.” (Mateus 5:3). Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo VII — Bem-aventurados os pobres de espírito, somos esclarecidos que o Cristo não exalta a ignorância, mas condena o orgulho. “Pobres de espírito” são aqueles que não se julgam superiores e reconhecem suas limitações com serenidade. Nesse mesmo capítulo, o Espírito Lacordaire adverte com clareza:

“O orgulho é a fonte de todos os males.”

Essa afirmação resume profunda verdade espiritual. O orgulho alimenta rivalidades, gera divisões e dificulta o perdão. Ele cria barreiras invisíveis entre os corações. A humildade, ao contrário, aproxima, suaviza e constrói pontes.

A Codificação amplia essa compreensão em O Livro dos Espíritos. Na questão 115, aprendemos que Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, destinados à perfeição por meio do próprio esforço. Essa revelação dissolve qualquer pretensão de superioridade essencial. Se todos partimos do mesmo ponto, as diferenças atuais representam apenas etapas distintas da mesma jornada.

Quando analisamos as questões que tratam do orgulho e do egoísmo como entraves ao progresso moral, compreendemos que esses sentimentos retardam a evolução e intensificam os sofrimentos humanos. O orgulho resiste em aprender; o egoísmo dificulta amar.

No cotidiano, o orgulho pode manifestar-se de modo sutil: na necessidade constante de reconhecimento, na dificuldade de aceitar críticas, na resistência em pedir desculpas. Pode surgir na vaidade que busca aplausos ou na falsa modéstia que aparenta simplicidade enquanto aguarda aprovação. São formas variadas de um mesmo desequilíbrio interior.

A humildade verdadeira, porém, é silenciosa. Não se anuncia; reconhece talentos como instrumentos de serviço e aceita limitações como oportunidades de crescimento. Não se sente diminuída ao servir nem ameaçada ao aprender.

O princípio da reencarnação nos oferece perspectiva consoladora. Se hoje ocupamos determinada posição ou desfrutamos de certos recursos, isso representa responsabilidade e oportunidade educativa. Em outras existências, podemos ter vivido experiências diferentes. Nada é definitivo, exceto o destino à perfeição.

Jesus permanece como modelo supremo dessa virtude. Sua autoridade moral não se impunha pelo poder, mas se revelava no amor. Aproximava-se dos simples, acolhia os aflitos, ensinava com mansidão. Sua grandeza manifestava-se na capacidade de servir.

Cada experiência da vida pode tornar-se exercício de humildade: ouvir antes de responder, reconhecer equívocos, ceder quando possível, agir com respeito diante das diferenças. São atitudes simples, mas profundamente transformadoras.

Que possamos, à luz dos ensinamentos do Cristo, vigiar nossas inclinações e trabalhar, com perseverança, nossa renovação interior. À medida que reconhecemos nossa condição de aprendizes, abrimos espaço para a verdadeira paz, porque somente o coração humilde permanece aberto à luz divina, e é nesse coração que o amor encontra morada segura.

dica de leitura

Livro DEVASSANDO O INVISÍVEL

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Para este mês de julho/26 incluímos como sugestão de leitura, uma obra chamada Devassando o Invisível da autora Yvonne A. Pereira publicado pela FEB editora.

Na introdução dessa obra a autora esclarece que “(…) obedecendo às instruções da entidade espiritual Charles para escrever as intuições positivas de amigos espirituais como Bezerra de Menezes, Léon Denis, Inácio Bittencourt e Léon Tolstói, à assistiram durante a tarefa, levando-a compilar recordações de ocorrências passadas, que jaziam adormecidas, e indicando até mesmo os trechos das obras de Allan Kardec a citar, como tese, no cabeçalho de cada capítulo”.

Desta forma, uma série de questionamentos foram respondidos por esses pensadores para que os leitores e praticantes da Doutrina Espírita fossem esclarecidos em suas dúvidas

Então vejamos:

Como vivem os Espíritos depois da morte de seu corpo físico? Onde e como habitam, como se vestem, como se comunicam?

Yvonne A. Pereira relata contatos com o plano espiritual e, em envolvente narrativa, apresenta fenômenos e fatos transcendentes, por meio de sua mediunidade.

Esclarece como se apresentam aos médiuns os Espíritos que vêm relatar suas experiências de encarnações anteriores e como são ditados aos psicógrafos os romances mediúnicos.

E mais: como se pode identificar Espíritos enganadores, os temíveis mistificadores.

Oferece-nos, ainda, a reprodução de comovente diálogo havido na Espiritualidade com Frédéric Chopin, o inspirado compositor e pianista polonês.

Sob a orientação de amigos espirituais, Yvonne nos apresenta fatos que demonstram quão profundo é o entrelaçamento dos planos material e espiritual da vida.

Com esses conhecimentos podemos ter a certeza da imortalidade da alma e a ajuda que os Espíritos de Luz realizam em nosso favor, nos auxiliando a tomarmos decisões e mudar o rumo quando os desafios aparecem, mas acima de tudo para agirmos com antecedência e nos prepararmos para as turbulências de nossa vida pessoal, social e corporativa.

Vale a pena a leitura…

Podcast LEITURA DE LIVROS

Você já conhece o Podcast Leitura de Livros da nossa irmã Miriam?

Para você que não tem tempo ou que talvez não tenha o hábito da leitura, essa é a melhor opção para conhecer algumas das obras fundamentais da nossa literatura Espírita. Confira uma prévia:

campanha

Torne-se um sócio da nossa Casa

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A Diretoria do Centro Espírita Luz da Humanidade convida a todos que ainda não se filiaram ao quadro associativo, para participarem dessa campanha, unindo esforços para a manutenção da Casa.

Isso permite que todos aqueles que venham buscar atendimento, continuem a receber o “conforto” físico e espiritual que a Casa oferece, e num futuro possam fazer parte também da nossa equipe de trabalho.

O sócio contribuinte tem acesso às obras espíritas do acervo de livros da nossa biblioteca, constituído de romances, livros de estudo e o próprio Pentateuco de Allan Kardec. Pesquise pelo site nossa lista e escolha qual mais lhe interesse para leitura.

Para se associar você pode clicar aqui para preencher a ficha online  ou converse com o voluntário da recepção de qualquer de nossos trabalhos, preenchendo a ficha com seus dados e fazendo sua contribuição mensal do valor que lhe for conveniente, tendo acesso também ao nosso grupo do whatsapp.

O Centro Espírita Luz da Humanidade agradece sua valiosa contribuição e lhe deseja um abraço fraterno.

Expediente

Este boletim é uma publicação mensal do Centro Espírita Casa Luz da Humanidade que visa oferecer aos colaboradores, frequentadores e participantes através de leitura ou por áudio informações interessantes na forma de artigos à luz da Doutrina Espírita.

DIENTE:
Centro Espírita Casa Luz da Humanidade
Av. Dr. Arlindo Joaquim de Lemos, 864
Vila Lemos, Campinas – SP

Direção: Daniel Grippa  e José Ricardo Oppermann.

Colaboraram nesta edição: Floriano Farina, Miriam Maino Farina, Ivan Farina, Felipe Farina e Aline Maino P. Marconato

Mais informações pelo email
dfg@dfgempresarial.com.br
www.casaluzdahumanidade.com.br

Os artigos, aqui publicados, poderão ser reproduzidos parcial ou integralmente desde que citada a fonte. As imagens e fotos não devem ser copias podendo estar protegidas por direitos autorais e/ou de imagem.

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Aula Evangelização

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Dica de Leitura A HISTÓRIA DE UM GOLAÇO

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A dica de leitura infanto-juvenil do boletim de julho/26 é o livro A História de um GOLAÇO do autor Cezar Said e Oliver Caratsch, ilustrado por Rafael Sanches e publicado pela boa nova editora.

Nesta obra, os autores narram a história de um menino de nome Oliver que gostava muito de jogar futebol com os amigos, mas tinha muita insegurança em confiar em seu potencial e tomar decisões para alcançar os objetivos que almejava. 

Esta história ajuda a apresentar uma lição muito valiosa na vida: a de que todos somos capazes de realizar os nossos sonhos e se destina também a pais, educadores e todos aqueles que se preocupam com a educação da criança e sua preparação para os desafios do porvir.

A história começa quando Oliver é convidado para o aniversário de seu primo para fazer uma partida de futebol comemorativa com os amigos e amigas. 

Jogaram até cansar, divertiram-se muito, porém no meio do jogo Oliver recebe uma bolada nas costas e no peito e isso o deixou desanimado para continuar e até com medo de voltar para a partida.

 Os autores nesse momento deixam uma lição muito interessante para o leitor(a) sobre a vontade de vencer e não desistir por um problema que aconteceu na caminhada da vida, pois, quando seu Tio conversando com ele na beirada da quadra pede para voltar para o jogo, ele lembra do estudo realizado em seu lar.

O livro dizia que “ (…) o Cristo, que realizou milagres materiais, mostrou, por esses mesmos milagres, o que pode o homem quando tem fé, quer dizer, a vontade de querer, e a certeza de que essa vontade pode receber seu cumprimento”. (Evangelho Segundo o Espiritismo cap. 19, item 12).

Oliver se encheu de coragem e fé em si mesmo e voltou à partida e a história teve um final surpreendente.

Com isso, à melhor forma de evangelização da criança, é aquela que procura ilustrar os ensinos por meio de histórias extraídas de exemplos vivos colhidos no cotidiano, em vez de simplesmente repetir teorias como na catequese tradicional.

O livro é muito colorido e ajuda a atrair atenção para a história que vale a pena estudar no Evangelho do Lar e também nas aulas de Evangelização do Centro.

Ótima leitura!

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